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Parto consciente: visão de um futuro pai

Bebês na água

Bebês na água

Nesta postagem quero compartilhar de experiências, questões e decisões que podem auxiliar na escolha consciente de um parto. Abordarei nossa experiência e pesquisa sobre aborto espontâneo, parto natural, parto domiciliar e cesárea. Coloquei alguns links de referência, mas tem muitos outros e espero que, quem estiver buscando maiores esclarecimentos, faça sua pesquisa e encontre informações que ajudem a ter um parto tranquilo, bem amparado, no lugar que julgar melhor para a esposa e para o bebê, em suma, um parto consciente!

Já no segundo semestre de 2008, decidimos que iríamos nos empenhar em engravidar novamente. Nossa primeira gravidez foi interrompida por um aborto espontâneo nas primeiras cinco semanas. Isso não é nada agradável de se passar, mas, é MUITO comum! Entre 25% a 30% das grávidas do primeiro filho podem ter aborto espontâneo nos três primeiros meses da gestação.

Não houve complicações pois o corpo da Luzi expeliu naturalmente todo o material placentário, conforme constatamos com um exame de ultra-som logo após o aborto. Caso isso não acontecesse, seria necessária uma curetagem, O aborto espontâneo pode ter algumas causas, entre elas, problema no material genético do feto, causando um desenvolvimento anormal. Quanto antes o organismo detectar isso e expelir o feto, menos traumático (fisiológica e psicologicamente) para todos. De qualquer modo, é importante saber que abortos espontâneos são comuns de acontecer e que é preciso muita conversa e apoio entre o casal se isso acontecer.

Mesmo antes de engravidar, falávamos sobre como seria o parto que desejaríamos e vimos que entramos em acordo rapidamente: parto em casa, de preferência, na água.

Tive a oportunidade de ver alguns vídeos de nascimentos assim e achei o máximo! Imagine que delícia vir ao mundo assim!?! Apenas trocar um ambiente aquoso quentinho, por outro, também quentinho (a água deve estar com a temperatura próxima da do corpo) e com MUITO mais espaço! É um nascimento já com a primeira aula de natação 🙂 E a mamãe, relaxada com a água morna, sem qualquer necessidade de anestésicos ou intervenção cirúrgica, já pode, sem dores pós-parto, curtir seu filho no colo e dar a primeira refeição ao bebê.

Bom, esta visão parecia muito óbvia para mim como sendo uma maneira muito boa de conceber um novo ser neste mundo, tanto para o bebê como para a mãe, uma vez que os traumas para ambos estariam bastante amenizados.

A Luzinete já tinha pesquisado bastante sobre partos e me falou que partos sem cesárea são difíceis de “acontecer” e que os planos de saúde não cobrem o parto natural. Foi então que começou uma verdadeira epopéia e que nos permitiu conhecer verdades e deturpações sobre o mundo do parto.

Por um lado, como marido e futuro pai, tinha duas grandes preocupações que eram minha prioridade: a saúde da minha esposa e a saúde do bebê, e não via como não buscar um plano de saúde para ficar tranquilo em casos de emergência e para realizar os exames necessários durante a gestação. Por outro lado, um plano de saúde não é nada barato e a nossa situação financeira não estava as dez mais.

Expus minhas preocupações para a Luzi e ela me esclareceu que os exames relacionados à gestação e ao parto são fornecidos gratuitamente pela rede pública. Além disso, lugares como o Amparo Maternal e Casas de Parto, além de realizarem o atendimento público para o parto, valorizam o parto natural, isto é, o procedimento cirúrgico ocorre apenas em último caso, quando realmente constata-se necessário, e encaminham a gestante de ambulância para um hospital próximo onde ele possa ser realizado.

Pois bem, por coincidência, o Amparo Maternal fica a duas quadras de casa e fomos conhecer o lugar numa tarde. Fomos bem recebidos em um ambiente organizado e limpo. Vimos muitas jovens grávidas sendo atendidas, outras na fila, outras já em salas aguardando o nascimento do neném. A recepção humana e as orientações pontuais que recebemos trouxe um sentimento de tranquilidade, mas  ainda não estava sossegado de abrir mão do plano de saúde.

Bom, além da rede pública, qual outra alternativa temos para realizar um parto natural, de preferência em casa? Depois de pesquisar na Internet e conversar com amigas, encontramos médicos obstetras que são especialistas em partos naturais, em alguns casos, domiciliares. Não precisa dizer que nenhum aceita convênio  e os preços são lá em cima.

A Luzi encontrou também a Primaluz, uma clínica especializada em partos domiciliares. Entrou em contato para esclarecer dúvidas e conhecer o trabalho das obstetrizes. Show de bola! Faziam o atendimento domiciliar, o acompanhamento de toda a gestação, tinham a qualificação profissional para realizar partos naturais (além da experiência de mais de 80 partos) e, poderiam direcionar para uma intervenção cirúrgica se fosse necessário.  Guardamos este contato.

Ainda assim, eu estava preocupado. Se precisar de cirurgia vai sair uma fortuna e nestas horas você não pode abrir mão de profissionais competentes e hospitais ou laboratórios bem conceituados. Estava decidido: fechamos o plano de saúde em Novembro.

O que eu demorei para entender foi o fato do parto natural não ser “bem-vindo” em hospitais e em planos de saúde. Começou aí uma série de constatações que nos fizeram buscar informações sobre praticamente TUDO relacionado ao parto. Na verdade, tem tanto jogo de interesse no meio que é muito triste ver tanta deturpação do que era para ser um momento sublime da realização de um verdadeiro milagre: o nascimento.

Com um pouco de pesquisa constatamos que o índice de cesáreas no Brasil é muito alto. A média é de 40%. Se for considerar apenas a rede privada, pode-se chegar a 90%. Sei que é muito alta porque a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que este índice fique entre 10% a 15%.

A cesariana é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo a retirada do feto de dentro do útero. Ela pode ser necessária ao se constatar algum motivo durante o parto ou, em alguns casos, ser programada por já terem sido detectados fatores que colocariam a mãe e/ou o bebê em risco de morte no caso de parto normal.

Até então, tudo bem. Se a cesariana é um procedimento cirúrgico adotado, em último caso, para preservar a saúde da mãe e do bebê, não vejo maiores problemas. Mas por que a taxa é tão alta. Bom… aí é que o bicho pega.

Primeiro ponto, a cesariana tem hora marcada e é rápida. Tanto o médico pode ter uma agenda bem definida como  o hospital não precisaria dispor de um leito por várias horas (16 horas em média de trabalho de parto para mulheres de primeira gravidez) para um só paciente. Muito mais econômico e “confortável” a escolha pela cesárea.

Neste contexto, há inúmeros casos, alguns ocorridos com conhecidos recentemente, onde os procedimentos hospitalares conduzem deliberadamente o quadro clínico da gestante para uma cesariana. Uma forma disso acontecer é dar soro com ocitocina para a gestante que está tendo as contrações. A ocitocina acelera e regulariza as contrações, em contrapartida bloqueia a dilatação, o que faz com que a cesariana seja a única opção.

Dito isto, pode parecer que a cesariana é imposição do médico ou do hospital, apenas. Mas, a prática já está tão disseminada e interligada em nossa cultura que muitas mulheres “escolhem” ter a cesariana sem ter qualquer indício de necessidade fisiológica para isso. Os motivos dados vão desde “não quero sentir dor”, “meu médico estará de férias na data prevista para o parto e precisarei adiantar o nascimento” até a algo como “quero escolher a hora que ele vai nascer por causa do horóscopo”. Chamam isso de cesárea eletiva, pois foi decisão da gestante, sem qualquer respaldo em uma emergência fisiológica, e não do médico, que deve ter achado ótimo!

Mas, se acham que a cesariana é melhor do que o parto normal, por que é que a Organização Mundial da Saúde sugere que esta prática seja para uma em cada dez gestantes?

Do ponto de vista médico (e não deveria ter outro, uma vez que a cesariana é um processo cirúrgico) a cesariana é recomendada nos seguintes casos de última hora (ver link):

“• A frequência cardíaca do bebê está irregular, o que indica que ele talvez não consiga passar por um parto vaginal.

• Prolapso do cordão umbilical — o cordão aparece antes do bebê, o que o deixa vulnerável a ser comprimido durante o parto, o que poderia cortar a fonte de oxigênio da criança.

• A placenta se descolou.

• O bebê não está se movimentando pelo canal do parto porque o colo do útero parou de dilatar ou por alguma outra razão.”

Vimos que muitas vezes o médico diz que a criança é muito grande para o tamanho da mãe. Pode ser verdade. O que ninguém diz é o tamanho que é considerado “grande”! Com esta “constatação” do médico, muitas mães acabam realizando a cesárea. Uma pesquisa rápida na internet e entre amigos mostrará que bebês com mais de 4 Kg nascem de parto natural de mães com menos de 1,60 m de altura.

Aqui vai uma comparação resumida entre parto normal e cesariana, que considera aspectos apenas da mãe e não do bebê (ver link):

Parto Normal

1. A recuperação é rápida.
2. Não há dor pós-parto.
3. A rápida recuperação deixa a mãe mais tranqüila, o que favorece a lactação
4. A alta é mais rápida, o que possibilita à mãe retomar seus afazeres prontamente.
5. A cada parto normal, o trabalho de parto é mais fácil do que no anterior.
6. Se a mulher vir a sofrer de mioma (patologia comum do útero), na eventual necessidade de uma operação, esta será mais fácil.
7. O relaxamento da musculatura pélvica não altera em nada o desempenho sexual.

Cesariana

1. A recuperação é lenta.
2. Há dor pós-parto.
3. A recuperação lenta atrasa um pouco a lactação.
4. A alta demora mais, o que causa atrasos na retomada de suas atividades.
5. A cada cesariana, o trabalho de parto é mais complicado do que no anterior.
6. A operação do mioma, neste caso, se complica devido às aderências e às cirurgias anteriores.
7. Qualquer operação cirúrgica pode trazer complicações à saúde, o que pode prejudicar a disposição sexual.”

Ahá! Então a cesariana tem riscos!!! E não são poucos nem levianos. Por isso, a recomendação de que seja utilizada como último recurso na manutenção do bem-estar da mãe e do bebê.

Devemos lembrar que o parto acontece para a mãe e para o bebê! Existem estudos que apontam a cesariana como causa principal de distúrbios, problemas fisiológicos e até doenças para os bebês. É comum casos em que a data de gestação seja erroneamente estimada (de forma proposital ou não) para 2 a 4 semanas adiante da data real de fecundação. Quando isso acontece, a gestante que está com 36 semanas de gestação real, pode passar por alguém com 38 ou 39 semanas, que é o comum para o surgimento do trabalho de parto (em alguns casos, chega-se a 42 semanas). Nestes casos, o médico diz que já está muito adiantada a gestação e que a dilatação já deveria ter ocorrido e recomenda a cesárea. Imaginem um nenêm de 36 semanas, ainda sendo formado, sendo forçado a nascer.

Consequência disto? Claro! Vejam só:

  • Cesárea aumenta em 20% a chance do bebê desenvolver diabetes tipo 1 (notícia, publicada no Estadão);
  • Mães que tem seus filhos através da cesariana aumentam em até quatro vezes a possibilidade dele ter problemas respiratórios (estudo do “British Medical Journal”);
  • “A redução do número de partos cesáreos poderia prevenir muitos casos graves de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido.” (artigo da Revista Brasileira de Terapia Intensiva);
  • “Os bebês nascidos através de cesarianas precisam ser levados às unidades de terapia intensiva duas vezes mais freqüentemente do que os que nasceram de parto normal” (artigo da seção Saúde em Foco, da globo.com).

As altas taxas de cesariana em hospitais, principalmente da rede privada, tornam o ambiente hospitalar um perigo para o parto normal. Além disso, sabemos que é um ótimo lugar para se ter infecções pós-operatórias!!! Diante disso, para quem quer ter um parto natural, sua casa deveria ser uma ótima opção!

A questão toda gira em torno da assistência que terá ao seu lado, caso resolva ter parto natural em casa. Afinal de contas, se tudo der certo, ninguém precisaria intervir no nascimento do bebê. Ele simplesmente nasceria e pronto! O galho está em pensar nos problemas que exijam alguma intervenção de um profissional. Aí é que entram as obstetrizes e, até mesmo, médicos que se especializaram com parto natural. Podem acompanhar toda a gestação, fazendo os exames recomendados, e ainda auxiliar o parto. Cabe a estes profissionais identificarem o quanto antes a necessidade de uma cesariana e já encaminhar a mãe para um parto de cesariana em hospital. Neste caso, considero a cesariana bem-vinda, pois demonstrou ser a opção que traz menor risco para mãe e para o bebê.

Foi assim que escolhemos o parto em casa, com acompanhamento por obstetrizes especializadas em parto domiciliar e com o plano de saúde como “plano B”. Assim, em qualquer emergência, estaremos bem amparados. “Dar à luz em casa pode oferecer muitos benefícios para a mãe e bebê, propicia um ambiente familiar e acolhedor, e contribui para que o processo aconteça naturalmente. As evidências científicas têm mostrado que o parto domiciliar planejado e assistido por parteiras qualificadas é uma alternativa segura na gravidez de baixo risco.” (ver referência).

Fomos orientados sobre todos os problemas que poderiam (e que ainda podem) acontecer e levar a condução de uma cesárea. E, se isso acontecer, como será feito o traslado da futura mamãe, para onde e com quem será operada. Temos feito todos os exames recomendados e está tudo bem, apesar da Luzi ser um dos raros casos em que os enjôos permanecem mesmo depois dos 3 primeiros meses.

Também o bebê, depois que nascer, terá seus exames (aqueles que são realmente necessários) feitos no seu devido tempo. O teste do pezinho pode ser feito até sete dias depois do parto e o teste da orelhinha é recomendado que seja feito nos três primeiros meses de vida do recém nascido.

Nossa primeira consulta ocorreu antes da gravidez. Além de dar tempo de nos inteirarmos sobre o parto, também permitiu que criássemos uma Poupança Parto: um dinheirinho que guardamos todos os meses para pagar nosso acompanhamento e futuro parto. Acreditem, não precisa de muito não! Apenas se planejar.

Depois de “grávidos”, nossas consultas foram aqui em casa mesmo! Para medir os batimentos do feto, a Luzi ficou na cama, enquanto a Márcia, nossa obstetriz, utilizava um ultra-som portátil que exibia os batimentos do Francisco e também permitia que o ouvíssemos. Show de bola!!!! Que delícia!!! Que sossego.

Nosso plano de saúde tem se mostrado muito útil. Além do conforto de termos laboratórios de primeira linha muito perto de casa, também precisamos ir para o pronto socorro algumas vezes, mais no início da gravidez, para que a Luzi tomasse soro e medicação devido a períodos muito longos com enjôos fortes. Claro que poderíamos ser atendidos na rede pública, mas a tranqüilidade, atendimento e rapidez do hospital privado ganhou de longe… Não é só conforto não. Chegar ao pronto socorro, de madrugada, com sua esposa enfraquecida e com dores, e ser atendido por um manobrista que já traz uma cadeira de rodas e que irá guardar seu carro enquanto você já se encaminha para o plantão da ginecologia levando a esposa confortavelmente é muito importante! Fazer o exame de sangue na mãe e, em seguida, o ultra-som para ver se está tudo em ordem com o feto, também é muito importante!!

Não quis diminuir a importância da opinião médica através desta postagem. Apenas alertar aos pais que se cerquem de informações para não serem manipulados por interesses, tanto de maus profissionais, como de escolhas financeiras de hospitais (ou de governos) ou de ignorância sobre os riscos e consequências da cesárea.

Queremos ter o parto natural e em casa. Tanto eu quanto a Luzi escutamos com frequência que somos loucos. Quanto a este assunto, eu duvido.

Vimos todo o tipo de “guerra” entre aqueles que defendem um ou outro parto. Não queremos ser confundidos com nem um nem outro defensor. Se a gravidez é de baixo risco, o parto natural é recomendado para a mãe e para o bebê. Se a gravidez é de alto risco, a cesárea é a opção. Como saber se o “alto risco” é real é que depende de você e é onde pode ser enganado com relativa facilidade se não estiver bem informado.

Lembre-se: pesquise, leia e ouça muitos relatos, converse muito com sua esposa e considere também que a decisão de vocês pode afetar o neném drasticamente, tanto positiva como negativamente. Vejam qual a opinião de seus médicos. Perguntem para ele(a) quantas cesáreas realizou nos últimos 10 partos (se for mais do que 2, desconfiem. Mais do que 4, corram!). Então escolham. Mas aí, a escolha é de vocês! Não será mais do médico, do hospital, da falta de dinheiro, da falta de apoio da família, das dores do parto (ou do pós-parto).

Gostaria de ouvir sua opinião ou sua contribuição, pois ainda não parei de pesquisar e de ouvir relatos!

6 comments to Parto consciente: visão de um futuro pai

  • Helena

    Olá, não sou mãe e provavelmente não terei filhos, mas sou defensora fervorosa do parto natural, admiradora dos partos domiciliares e futura doula, rs. Um amiga minha recentemente teve sua filha em casa tbém, o marido em nenhum momento apoiou a escola, até a hora do parto e ver que nada podia ser feito… No final das contas, ele curtiu bastante a experiência. Luzi tem bastante sorte de ter tido todo esse apoio desde o início. Que belo trabalho vcs fizeram (já vi o relato do parto)!! Parabéns aos dois!

  • Anne

    Adorei o texto. Que bom seria se todos os homens pensassem assim!

  • Tábata

    Que texto maravilhoso! Parabéns papai por se informar e apoiar a iniciativa de parto em casa na água.
    Nunca tinha pensado em um parto assim mas com a toda a certeza, cesária não é uma das minhas opções. Desde a adolescência que sonho em ser mãe e sempre pensava no parto normal como melhor opção para mim e para o meu bebê. Tenho 28 anos e estou grávida do meu primeiro filho e faz tempo que busco informações sobre partos. Não conversei muito com meu marido sobre o tipo de parto que ele imagina que terei mas ele sabe que opto e prefiro o parto normal, por todos os benefícios que ele traz. Já escolhemos uma maternidade aqui em SP, vamos marcar uma visita e tirar dúvidas sobre os procedimentos do hospital. Me consulto com a mesma ginecologista/obstetra há 3 anos e ainda não conversamos sobre qual parto terei mas até agora não tive nenhum problema ou complicação e acredito que estou tendo uma gravidez de “baixo risco”. Não sei se teria a “coragem” de fazer um parto domiciliar mas com a absoluta certeza eu confirmo: desneCESáRIA NãO!!! Parabéns de novo! Um abraço.

    • Renato Carvalho

      Oi Tábata! Parabéns para você e seu marido pela primeira gravidez!!!!!!! Se for realmente se informar, vá em mais de um lugar e leia vários depoimentos. Todo mundo tenta puxar a sardinha para o seu lado. Caberá a você e a seu marido decidirem quem irá ampará-los durante a gestação e no momento do parto. Este profissional deveria ter as mesmas preocupações que vocês, isto é, a sua saúde e a do bebê. Na hora H, terão que confiar nesta pessoa e não hesitarão em aceitar o que ele(a) disser (“seu bebê está muito grande”, “está virado”, “o cordâo está no pescoço”, “você precisa de soro”, etc) e fará a cesárea para evitar o pior. Então, que seja alguém que jogue no seu time! Que pelo menos vocês se preocupem com o bebê, porque são os guardiões dele. E muito provavelmente, este será o primeiro teste de vocês em relação aos cuidados para com ele.
      Se for na maternidade, levante as estatísticas de cesáreas. Se for acima de 15% já está fora da recomendação da OMS. Pergunte para sua obstetra a mesma coisa.
      Informem-se, abram o olho, tenham o plano B em caso de complicações e…
      … ÓTIMA GRAVIDEZ e EXCELENTE PARTO!!!!

  • Patricia

    Uau! Parabéns pelo texto!
    Já estou encaminhando para um montão de gente.
    Seria tão bom que todos os homens e mulheres tivessem este pensamento né? Cada dia que passa me assusto mais com as cesárias eletivas, com as mamadeiras e leites artificiais, com uma porção de comentários machistas, e muitas, muitas outras barbaridades!
    Mais uma vez, parabéns!

    • Renato Carvalho

      Olá Patrícia! Obrigado pelo comentário.
      À medida em que nos envolvemos com o assunto do parto, ficamos assustados como a falta de informação é utilizada de forma manipuladora por quem tem interesse, seja no caso da cesárea, seja no caso do parto normal, natural, em casa ou não.
      Quanto mais informação, menor a chance de alguém escolher um ou outro tipo de parto por benefícios ou necessidades que realmente não existem.
      Vamos nos informando, ok?!
      Grande abraço,
      Renato